Traficantes de drogas presos tentando fraudar o concurso da Polícia Militar do Pará

Agencia Estado
Quatro homens, sendo três acusados de tráfico de drogas e homicídio e um funcionário do Ministério Público, foram presos pela polícia de Conceição do Araguaia, no sul do Pará, quando tentavam fraudar a prova do concurso para oficial e soldado da Polícia Militar. Cerca de 40 mil pessoas fizeram a prova em todo o Estado, no sábado, disputando 1,7 mil vagas. Lucivaldo Brito, Cléuber Campos, Mário Brito e Jorge Filho confirmaram a fraude em depoimento e responderão na Justiça pelos crimes de falsificação de documento, falsidade ideológica, formação de quadrilha e estelionato.

O promotor Gilberto Martins Valente, que investiga o caso, disse que os traficantes estariam se mobilizando para ingressar na PM com o objetivo de se utilizar da estrutura do Estado como proteção e obter imunidade. A principal prova contra os acusados é uma filmagem onde um suposto integrante da quadrilha aparece fazendo o teste.

Segundo Valente, o funcionário do Ministério Público Estadual (MPE) Cléuber Campos teria recebido R$ 5 mil para fazer a prova no lugar de Lucivaldo Brito, que responde a processo por tráfico de drogas, e repassar o gabarito de respostas para Mário Brito e Jorge Filho. “Todos já vinham sendo investigados pelo Ministério Público com ajuda da Inteligência da Polícia Militar”, revelou o promotor. Campos será demitido do MPE, onde atuava há dois anos como auxiliar de manutenção. Ele passou no concurso do órgão em primeiro lugar.

O major Edivaldo Santos Souza disse que o plano dos acusados deu errado porque Campos apresentou a carteira de identidade falsa na hora da prova. Quem recebeu o documento foi um funcionário da Fundação de Amparo e Desenvolvimento de Pesquisa (Fadesp), responsável pela organização do concurso. “Dei voz de prisão na hora para o Lucivaldo, que estava muito nervoso e começou a conversar com os policiais militares presentes no local do concurso. Desconfiei e pedi que ele se identificasse. Ele puxou duas carteiras e uma era falsa”, relatou Souza.
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